segunda-feira, junho 19, 2006

Os anjos

Uma vez me disseram que os anjos da guarda estão onde menos esperamos. São pessoas que trazem a palavra, o abraço e o sorriso quando mais precisamos. Que abrem os olhos da gente no momento em que estamos prestes a cometer mais um grande erro.

Há 20 dias, um anjo esteve presente na minha vida. Pode parecer estranho, mas esse anjo me trouxe a luz através de um simples bate-papo, com uma das minhas mais queridas amigas.

Estavamos comemorando, antecipadamente, a chegada do pequeno Lucas e jogando conversa fora quando ela me olhou nos olhos e disse: "Não se contente com uma pessoa, apenas porque ela talvez possa te dar aquilo que você imagina que você quer ou precisa ou pior, que você acha que vai te fazer feliz. Sem amor e sem paixão as pessoas murcham e quando você perceber estará jogando fora preciosos anos da sua vida com uma ilusão".

Sim eu estava embarcando nessa. Estava entrando numa grande fria na minha vida.

Confiando em quem não deveria confiar, acreditanto em mentiras sinceras, em papos que não levaram a lugar nenhum, influenciada por situações que eu imaginei querer. Isso é horrível. Não vale um segundo sequer do meu pensamento, que dirá do meu dia.

Eu estava trocando meu amor, minha paixão e minha energia pelo conformismo, pelo medo, pela confusão e pela idéia falsa de que aquilo era ser feliz.

Não é. Não pode e não deve ser. A gente não deve se conformar com pouco, com migalhas, com pessoas que olham para gente e não dão valor e não nos reconhecem como deveriam.

Isso não é vida, é passividade. Passividade pela simples razão de termos medo de buscarmos aquilo que realmente queremos. Eu quero e sei que todo mundo quer se sentir vivo... sentir a alma e o coração pulsarem a mil por hora. A adrenalina do prazer e da felicidade.

Eu sei o que e quem me faz feliz e é isso que eu vou buscar, indenpendente do ano, da minha idade e de qualquer coisa que as pessoas possam falar a respeito.

Porque simplesmente não importa. O que vale é a plenitude do que se vive.